O Lisboa Soa é uma iniciativa itinerante e participativa

que quer valorizar a criação artística, mas atribuindo-lhe um

contexto social e ecológico, de intervenção direta no espaço público.

O Lisboa Soa desenha um percurso aural em espaços icónicos,

uma rota original que se define pelo som e pela escuta.

Em 2019, o Lisboa Soa regressa à Estufa Fria de Lisboa 

para uma reflexão sobre o impacto das migrações causadas

pela efervescente atividade humana no ambiente sonoro.

Pessoas, animais, plantas e sons estão em permanente movimento,

deslocando-se de um lado ao outro, silenciando ou transformando

paisagens sonoras pelo caminho.

Em alguns casos, nunca mais encontram um espaço de pertença.

Noutros, conseguem adaptar-se e naturalizar-se.

A estufa procura recriar outras geografias e é por isso

um exemplo de acolhimento no espaço construído,

que protege as suas espécies migrantes numa atmosfera controlada,

mas influenciada e transformada por cada uma das suas plantas.

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Lisboa Soa is an itinerant and participative initiative that aims

to enhance artistic creativity by attributing it to a social and ecological context,

as well as promoting a direct intervention in the public space.

Lisboa Soa draws an aural journey through unusual routes that are defined

by sound and listening.

In 2019, Lisboa Soa returns to Estufa Fria de Lisboa to think about

the impact of migrations caused by the effervescent human activity

on the sound environment. 

People, animals, plants and sounds are in permanent migration,

shifting from side to side, silencing or transforming soundscapes along the way.

In some cases, they never find a place of belonging.

In others, they can adapt and naturalize.

The greenhouse seeks to recreate other geographies,

becoming a good example of host in the built space,

which protects its migrant species in a controlled atmosphere

that is transformed by each of its plants.