BANHA DA COBRA, PT

Fluxo de investigação e intervenção sonora eletroacústica, Banha da Cobra é um projeto que parte do imaginário sónico de atividades e paisagens artesanais, ritualísticas e tradicionais. As composições são feitas como ruínas sonoras, com base numa ecologia entre a sustentabilidade da natureza sonora do encontrado – estruturas, lugares, materiais, objetos, padrões, etc. – e a sua apropriação e transformação. O colecionismo inerente a este projeto de carácter arquelógico completa-se com processos de manipulação alquímica como criação musical em tempo real. Banha da Cobra é um projeto de Mestre André e Carlos Godinho.

MESTRE ANDRÉ, PT

Mestre André é um artista sonoro, mestrado em Artes Musicais pela Universidade Nova de Lisboa com investigação no seio da World Soundscape Project (SFU, CA). Apicultor e micófilo envolvido no pensamento ecológico da estética em contextos naturais, tem explorado estéticas de rotura, com trabalho teórico sobre ‘estéticas sociopolíticas do ruído e da arte’. Agora, esse trabalho reflecte sobre um pensamento ecológico da prática criativa e das relações estéticas dentro de contextos naturais humanos e não-humanos. Dentro deste assunto, teve recentemente um artigo publicado (“Towards a Rewilding of the Ear”) pela Organised Sound journal.
Desenvolve também trabalho como field-recordist, performer, compositor e sonoplasta para filme, dança, performance e teatro. Na música, tem composto trabalho sonoro electroacústico para sistemas multi-canal como O Morto, tocado electrónica improvisada como Alacrau e produzindo beats como Notwan. Pertence às bandas Älforjs, Jibóia, Banha da Cobra e Baphomet.
www.mestreandre.net

CARLOS GODINHO, PT

Carlos Godinho é formado em Arte Multimédia, e actualmente candidato a PhD em História e Filosofia das Ciências na Universidade de Lisboa.
Desenvolve trabalho como artista visual e de vídeo paralelamente ao seu magnífico trabalho como músico percussionista exploratório e improvisador na cena Lisboeta.
Membro dos grupos Zarabatana, Mandíbulas, Bande à Part, Tratado de Cornelius Cardew, VGO e Quem.
“Tenho desde há muitos anos para cá alimentado o fascínio de escuta, cedido à tentação de cuscar o som que as coisas fazem e, às vezes, chegado a fazer isso em conjunto com outras pessoas. Deste último acontecimento têm surgido colaborações de menor ou maior permanência, que, independente da sua duração, se têm traduzido, por vezes, numa escuta e criação sonora em público, para outras ouvirem. Alguns destes bandos, de escutadoras e fazedoras acústicas em que andei metido, deu-lhes para registarem a sua sonoridade e difundirem-na em caixinhas surpresa e numa espécie de bocadinhos de electricidade com um padrão de zeros e uns, que acabam por ser ouvidas por pessoas que elas nem conhecem: o que é, sobretudo, agradável. Alguns desses grupos chegaram a ter um nome que os identifica, como aconteceu aos Zarabatana, uma das colaborações que me tem acontecido. Com o Mestre André também passámos por todos estes processos, e agora andamos a vender (como quem diz) Banha da Cobra.”