CHINAMPA (Let the water lose its still form)

Em (let the water lose its still form) Diana Policarpo constrói uma ilha artificial de sons, texturas e direções. Situada sobre a Mãe d’Água de Lisboa, onde a água do seu reservatório alimentou a cidade no passado, e os sons que acompanhavam a sua viagem, retornavam circularmente à ilha, ao tanque do reservatório. Actualmente em desuso, a bacia encontra-se parada, povoada pelos seus próprios ecos. A composição sonora de Policarpo parte de gravações no local que seguem o som à medida que este se movimenta à volta de tanto formas naturais como de superfícies da arquitetura interna da Mãe d’Água, onde o líquido assume a forma da sua envolvente. (let the water lose its still form) situa o edifício e o tanque de água como ponto de partida e a captação de frequências audíveis e inaudíveis—os sons da água e a pausa no interior—transpostas para o terraço árido do edifício. A peça transforma as reverberações do tanque, prolonga-as e adensa-as numa assombrosa textura de espaço e de movimento perdido. Ocupando a perspectiva da água, Policarpo usa sobreposições sónicas para construir um “jardim flutuante” sonoro, “terreno fértil” ou “leito de lago raso” ao ar livre e propõe um corpo insular com a ilusão de volume e movimento.

Instalação Sonora para 6 canais, 45′
Engenheiro de Som: Brendan Feeney, Wave Studios

DIANA POLICARPO, PT

Diana Policarpo (1986, Lisboa) é uma artista visual e compositora sediada entre Lisboa e Londres.
Estudou música no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, licenciou-se em Artes Plásticas na Escola Superior de Arte e Design (ESAD) e tem um mestrado em Artes Visuais (MFA) pelo Goldsmiths College, da Universidade de Londres. Actualmente desenvolve a sua actividade artística entre as artes visuais, música electroacústica e a performance multimédia. O seu trabalho investiga relações de poder, cultura popular e política de género, justapondo a estruturação rítmica do som como um material tátil dentro da construção social da ideologia esotérica. Cria performances e instalações para examinar experiências de vulnerabilidade e empoderamento associadas a atos de exposição face ao mundo capitalista.
O seu trabalho sonoro e instalações foi mostrado em exposições individuais no Belo Campo / Galeria Francisco Fino, Lisboa, PT (2018); Kunstverein Leipzig, DE (2017), lAB Artists Unlimited, Bielefeld, DE (2016); Xero, Kline & Coma, Londres, UK (2015) e Kunsthalle Baden-Baden, DE (2014). O seu trabalho também foi incluído em exposições colectivas no Chiado 8, Lisboa, PT (2018); Galeria Municipal do Porto, Porto, PT (2018), Galeria Francisco Fino, Lisboa, PT (2017), Tenderpixel Gallery, Londres, UK (2017); Mars Gallery, Melbourne, AU (2017), North Gallery, New Castle, UK (2016), Peninsula Gallery, Nova Iorque, USA (2015), W139, Amesterdão, NL (2015) e AN/DOR, Londres, UK (2014). Policarpo apresentou recentemente performances e leituras no Passos Manuel (Porto, PT), Kunsthall Oslo (NO), LUX – Moving Image, Instituto de Arte Contemporânea (ICA), Cafe Oto, Royal College of Art, Pump House Gallery, Iklectik, IMT Gallery, Enclave Gallery, Tenderpixel Gallery e Goldsmiths College em Londres.