Gil Delindro

Fictional Forests

Palácio Sinel de Cordes (Trienal de Arquitectura de Lisboa)

24 – 27 Set. 10h00-18h30

“Fictional Forests” é uma instalação Sonora e Novos Media,  uma espécie de Ready-made natural, onde a sala de exposição se torna uma incubadora de experiências sensoriais com organismos vivos, que através de uma nova observação, assumem formatos acústicos inesperados. Ao partir de um estudo botânico de campo em que o artista colabora com produtores nacionais, espécimes de plantas vão ser escolhidas de acordo com as suas características acústicas, e posteriormente transplantadas para um novo espaço enquanto elementos mecânicos de uma instalação eletroacústica.
Cada exemplar encontra-se em rotação constante, interagindo fisicamente com o próximo – uma espécie de representação ficcional da troca entre copas de árvores numa floresta. Esta obra de grande escala cria um espaço de movimento e amplificação entre caos e controle, onde o resultado sonoro é fruto do contacto físico entre corpos orgânicos e frágeis. As frequências resultantes deste processo são amplificadas em tempo real, num processo simples e inteiramente analógico de processamento direto. 

“Fictional Forests” is a Sound and New Media installation, a kind of natural Ready-made, where the exhibition room becomes an incubator of sensory experiences with living organisms, which, through a new observation, assume unexpected acoustic formats. Starting from a botanical field study in which the artist collaborates with national producers, specimens of plants will be chosen according to their acoustic characteristics, and later transplanted to a new space as mechanical elements of an electroacoustic installation.
Each specimen is in constant rotation, physically interacting with the next – a kind of fictional representation of the exchange between treetops in a forest. This large-scale work creates a space for movement and amplification between chaos and control, where the sound result is the result of physical contact between organic and fragile bodies. The frequencies resulting from this process are amplified in real time, in a simple and entirely analog process of direct processing.


Gil Delindro

http://www.delindro.com

Gil Delindro é um artista com amplo reconhecimento internacional na area dos Novos Media e Sound art, vindo a destacar-se pela investigação site-specific sobre elementos orgânicos e processos efémeros na natureza. 
A sua prática interdisciplinar é baseada em filme documental, instalação, performance e pesquisa de campo em áreas limite, direccionada para temas como bioacústica, ecologia, antropologia e geologia. As suas instalações utilizam tecnologias sonoras para traduzir mudanças em estádios da matéria, como solo, água e detritos geológicos, trabalhos que se baseiam em transfigurações acústicas e orgânicas.
O seu trabalho têm por base a pesquisa em áreas isoladas, destacam-se o deserto do Sahara “Twom 2015”, florestas do Brasil “Resiliência2017”, Sibéria “ Permafrost 2018”, Vietnam Rural “Blind Signal 2019” e o Glaciar do Rhone ”La Becque 2019”. Em 2016 foi seleccionado pela SHAPE como um dos artistas sonoros mais inovadores da Europa, sendo comissariado por festivais de referência como: MusikProtokoll (AU), Novas Frequências (Brasil), Cynetart (DE), Athens Digital Arts Fest (Grecia), ARS Eletronica (Linz), Semibreve (Braga), entre outros. Recebeu prémios e mecenato de instituições como EMARE (European Media Art Award), ENCAC (Rede Europeia de Criação Audiovisual), EDIGMA (prémio Semibreve), Fundação Gulbenkian (Pt), Berlin Senate for Kultur and Europa (DE), Goethe Institute (DE), VARC (Visual Art for Rural Communities), Rivoli (Teatro Municipal do Porto). Assim como positivamente avaliado em imprensa – ORF1 (Áustria), Musikworks (CA), SHAPE(EU), NEURAL mag(IT), “The Quietus” (UK), sendo entrevistado em 2018 como um dos mais prolíficos artistas a trabalhar no cruzamento entre arte e biodesign pela revista japonesa “Boundbaw”. Foi convidado para o BADaward 2017, “Biological Clocks of the Universe” Holanda, sendo finalista da edição 2018 do prémio. Concluiu várias exposições individuais internacionais, onde se destacam “ A grain within this Cloud of Dust” GalleryimTurm, Berlin, “Permafrost” LAboral, Gijon, “Rhone” La Becque, Suiça, assim como mostras colectivas, a mais recente ainda em exposição: “To bough and to Bend” na Galeria Bridge Projects em Los Angeles, USA 2020. 

Gil Delindro (1989) is a unique presence among a new generation of Sound and Media Arts. He has distinguished himself by the research on organic elements, ephemeral events and intangible processes in Nature. His trans-disciplinary practice is based upon film, installation, sound performance and site specific/field research, facing themes such as bioacoustics, animism,  ephemerality and geology.

Delindro´s pieces directly translate stages of organic matter such as soil, water, wood and detritus in to expanded sonic spatial works, through a visceral approach of confrontation vs intimacy, whole vs detail. His time-based installations oppose biological structures with technological components, often creating autonomous systems that exist in a fragile transient space. Without forcing any direct political messages, Delindro´s work covers the contemporary struggle between humans and their rapidly changing environment, by interrogating in each ways the human perception of “Natural” can be challenged.

 A great part of his work is dedicated to extensive field research in limit geographies  – from the 3 month residency in African Saharan Desert “The Weight of Mountains 2015” to the Rainforests of Brazil “Resiliência 2017” – and recently the Minority Villages of Vietnam “Blind Signal 2019” , actively exploring links between field recording, anthropology, ecology and art practice. In 2016 he was selected by SHAPE as one of the most innovative sound artists working in Europe, being commissioned by reference festivals such as MusikProtokoll (Austria), Novas Frequências (Brazil), CynetArt (Dresden) Athens Digital Arts Fest(Athens), ARS Eletronica(Linz), Submerge festiva(Bristol), Semibreve(Braga), among others.

 His work has been supported and awarded by institutions like ENCAC(European network for audiovisual Creation), EDIGMA(Semibreve award), Gulbenkian Foundation(Portugal), EMARE(European Media Arts), the Berlin Senate for Kultur and Europa(DE) as well as positively reviewed by ORF1(Austria), Musikworks (CA) , SHAPE platform(EU), NEURAL” printed magazine”(IT) , “The Quietus”(UK). In 2018 he was interviewed as one of the most prolific young artists working within the crossfield of arts, science and biodesign by Japanese magazine “Boundbaw”. He was a guest Artist for the BADaward 2017, “Biological Clocks of the Universe” at MU Art Center, Netherlands, being finalist for the 2018 edition of the prize. Recent solo exhibitions include “A grain within this cloud of Dust” Institutional Show in Berlin, and “ A perennial earth” solo show in Vietnam, Goethe Institute Hanoi.  He has collaborated with labels such as Tzadik (NY), Audition Records(Berlin), Sonóscopia(Porto) and Ausland(Berlin).