INSTALAÇÕES SONORAS / SOUND INSTALLATIONS


O Atmosmancer (grego atmos, vapor + grego mantis, profeta) é uma estrutura

que mede fatores ambientais em seu redor e os traduz para fluxos sonoros

que formam uma composição generativa. 

Como só conseguimos sentir algumas variações da atmosfera, as texturas sonoras

e os eventos gerados são uma sonificação (a exibição de dados como som)

que possibilita uma perceção aumentada daquilo que nos circunda.

O imediatismo mediado possibilitado por esta prática mântica faz duas perguntas

ao ouvinte: “Quão fresco é o ar que está a respirar e a ouvir? Porquê?”

Ivo Louro é Mestre em Engenharia do Ambiente pela Faculdade de Ciências

e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. É investigador no Centro

Interuniversitário de História da Ciência e Tecnologia, onde tem estado envolvido

na pesquisa sobre o Antropocénico e suas implicações históricas e contemporâneas.

Atualmente, os seus interesses de investigação debruçam-se sobre as contingências

históricas e culturais do som e da escuta como ferramentas epistemológicas,

tal como as formas pelas quais humanos e não-humanos se relacionam com seu ambiente

através do sónico. É aluno do Mestrado em Produção e Tecnologias do Som

da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, onde se encontra a desenvolver

a sua tese intitulada “Atmosmancer — O sentir e soar da qualidade do ar: Um estudo de caso

para a discussão de discursos, práticas e impactos da sonificação na ciência e na ambiental”.

A sua instalação sonora multicanal, Atmosmancy, foi apresentada na exposição Imersivo/Immersive,

na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa, durante o mês de julho de 2018.

É o organizador das oficinas Soundscape Campus, sobre interdisciplinaridade em estudos sonoros

e arte sonora, e é membro da comissão organizadora do Anthropocene Campus: Lisboa 2020.

//

Atmosmancer (Greek atmos, vapor + Greek mantis, prophet), is a sensing structure

that takes real-time measurements of environmental factors around it and translates

these into sound streams shaping a generative composition. The ritual of atmosmancy

is played as the day cycles through, and plants breath, light waxes and wanes,

and the pollutants from the city flow by. As only a few variations of the atmosphere in which

we are plunged are perceptible to us, the sound textures and events generated are a sonification

(the displaying of data as sound) that make possible an augmented awareness of that which surround us.

The mediated immediacy provided by this mantic practice asks two questions of the listener:

How fresh is the air your breathing and listening? Why?”

Ivo Louro has a Master’s degree in Environmental Engineering from the Faculty

of Sciences and Technology of the New University of Lisbon. He is a research fellow

at the Interuniversity Center for the History of Science and Technology, where he has been involved

in research concerning the Anthropocene and its historical and contemporary implications.

Currently, he is interested in the historical and cultural contingencies of sound and listening

as epistemological tools, and the forms by which humans and non-humans relate to their environment

through the sonic. He is a student at the Masters in Sound Production and Technologies

of the Lusófona University of Humanities and Technologies. His thesis work currently being developed

is titled Atmosmancer— Sensing and sounding air quality: A case study for the discussion of discourses,

practices, and impacts of sonification in environmental science and art. His multichannel sound installation,

Atmosmancy, was displayed in the Imersivo/Immersive exhibition, at the National Society of Fine Arts in Lisbon,

during July 2018. He has organized the Soundscape Campus workshops, concerning interdisciplinarity

in sound studies and sound art, and is a member of the organization committee

for the Anthropocene Campus: Lisbon 2020.