O termo “etnosfera” foi criado pelo antropólogo Wade Davis,

que afirma que esta seria a soma total de todos os pensamentos e sonhos, mitos, ideias,

inspirações e intuições trazidas à existência pela imaginação humana

desde o alvorecer da consciência. E, tal como a biosfera está a ser severamente erodida,

a etnosfera também está e provavelmente a um ritmo muito maior.

O trabalho dos artistas presentes neste projeto ilustra a influência

do inconsciente coletivo através de uma improvisação plástica e sonora.

Artista, músico, compositor, Vincent Martial centra o seu trabalho em som,

imagem e movimento, bem como experimentação para criar formas transmissivas.

Martial interessa-se pelo som e movimento criado ao vivo dentro de performances cénicas,

bem como no ambiente sonoro, na atenção que lhe damos e no seu uso

dentro do domínio artístico. Grande parte do seu trabalho consiste em criar dispositivos

que sirvam de molduras para performances, instalações ou exposições.

Os Seus trabalhos foram apresentados na Europa, Ásia, América do Norte e Central,

em locais como a Tate Modern London, Guggenheim New York, Centro Cultural de Belém (Lisboa),

Teatro Romano (Museu Arqueológico de Lisboa), Césaré CNCM, O Cubo, A Comédia de Reims,

TJP Estrasburgo, TNG Lyon, Múltiplos Place, L’Aeronef, Festival Big Bang e Jazzmandu, entre outros.

O seu trabalho Pipe-Koto #2 pertence agora à coleção Tate Modern.

É também compositor de companhias de teatro, marionetes e dança

como L’Ateuchus Succursale101, Naforo-ba, Théâtre de Estrague.

Foi produzido e colaborou com artistas como: Tarek Atoui, Hélène Breschand,

Thierry Madiot, Carlos Henrich, Ute Kanngiesser, Eric Pailhe, Gustavo Costa, Sérgio Dias,

Uriel Barthelemi, Pharonon Phonamnuai, Olivier Lété, David Aknin, Alexandre Levy, Richard Turregano,

Leão Maurel, Travis Diruzza, Bain Champoowong, Sérgio Sasso, Fernando Arce,

Eiju Kawasaki, Sylvia Cimino e Cesar Alvarado, entre outros.

Brasileiro e Alemão, Carlos Henrich nasce em 1965 em Baden, Suiça.

Desde 1966 vive em São Paulo. Entre 1982 e 1985 frequenta o curso de Ferramentaria Mecânica

com especialização em moldes de injecção plástica em Durlach, Alemanha.

Entre 1985 e 1990 realiza o curso de Pintura e Escultura com o Professor Rainer Küchenmeister

na Staatliche Akademie der Bildenden Künste, Karlsruhe, Alemanha.

Paralelamente desenvolve trabalhos em pedreiras de mármore em Évora e Vila Viçosa, Portugal. 

Em 1988 recebe o grau de “Aluno Mestre” em pintura na Academia de Belas Artes de Karlsruhe.

Desde 1990 vive e trabalha em Lisboa, Portugal.

É representado pela gAD- galeria Antiks Design, em Lisboa, de 1993 a 2012.

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The term “Ethnosphere” was coined by anthropologist Wade Davis. 

He states, “You might think of the ethnosphere as the sum total of all thoughts and dreams,

myths, ideas, inspirations, intuitions brought into being by the human imagination

since the dawn of consciousness. The ethnosphere is humanity’s great legacy.

It’s a symbol of all that we are, and all that we can be as an astonishingly inquisitive species.

And just as the biosphere is being severely eroded, so too is the ethnosphere, and if anything,

at a far greater rate.” The work of the artists present in this project illustrates the influence

of the collective unconscious, meaning that it reflects how the ethnosphere acts upon us,

as artistic creation is the realm where influences in general can be more evidently tracked down.

Artist, musician, composer, Vincent Martial centers his work on sound, image and movement

as well as experimentation to create transmissive forms.

He is interested on the sound and movement created live within scenic performances,

as well as on the sound environment, the attention that we give to it and its use

within the artistic domaine. Big part of his work consists of creating devices that serve

as frames for performances, installations, shows or expositions.

His works have been presented in Europe, Asia, North and Central America, in venues

such as Tate Modern London, Guggenheim New York, Centro Cultural de Belén (Lisbon),

Teatro Romano (Archeological Museum of Lisbon), Césaré CNCM, le Cube,

La Comédie de Reims, TJP Strasbourg, TNG Lyon, Lieu Multiple, l’Aeronef,

Festival Big Bang and Jazzmandu, among others.

His work Pipe-Koto #2 belongs now to the Tate Modern collection.

He is also composer for theater, puppet and dance companies such as L’Ateuchus Succursale101,

Naforo-ba, Théâtre de l’estrade. He has been produced and has collaborated with artists such as

Tarek Atoui, Hélène Breschand, Thierry Madiot, Carlos Henrich, Ute Kanngiesser, Eric Pailhé,

Gustavo Costa, Sergio Dias, Uriel Barthelemi, Pharadon Phonamnuai, Olivier Lété, David Aknin,

Alexandre Levy, Richard Turregano, Leo Maurel, Travis Diruzza, Bain Champoowong, Sergio Sasso,

Fernando Arce, Eiju Kawasaki, Sylvia Cimino and Cesar Alvarado, among others.

Carlos Henrich is an artist of double nationality (Brazilian-German) currently based in Lisbon (Portugal).

Henrich was born in 1965 in Baden (Switzerland) and lived in São Paulo (Brazil) from 1966 to 1982.

He attended the course in Mechanical Process Engineering with specialization in Plastic Injection Molding

in Durlach (Germany) between 1982 and 1985. He was a student of Painting and Sculpture

under the tutorship of Prof. Rainer Küchenmeister at the Staatliche Akademie der Bildenden Künste

in Karlsruhe (Germany) from 1985 to 1990 and at the same time developed marble sculptural works

in Vila Viçosa and Évora (Portugal). He received the Meister Schüler degree in Painting from

the Art Academy of Karlsruhe (Germany) in 1988 and from 1993 to 2012 was represented

by the gallery gAD – galeria Antiks Design from Lisbon where he moved to in 1990.

Henrich’s work is part of private and public collections in Angola, Brazil, France,

Germany, Holland, Japan, Portugal, Spain and the USA.