Joana Sá e Luis J Martins

Folio I. (catálogo poético)

Estufa Fria de Lisboa

27 Set. 19h00

Colocando em ressonância o contexto atual com a ideia de ‘morte’ de um teatro, enquanto espaço de apresentação (ideia trabalhada pelo duo em Paixão e Folia para São João, 2018), Joana Sá e Luís J Martins iniciam aqui a primeira entrada de um ‘catálogo poético’: Folio I.

Questionando práticas e formatos musicais, o duo irá trabalhar sobre a ideia de experiência musical enquanto vestígio, ‘ressonância entre’, traço (in)tangível. Neste sentido e enquanto nova criação, Folio I. propõe-se como performance-à-escuta que capta, desconstrói e se realimenta de experiências / recursos / objetos em ressonância com o tempo, o espaço envolvente e a cidade.

Putting in resonance the current context with the idea of ‘death’ of a theater, as a space for presentation (idea worked by the duo in Paixão e Folia para São João, 2018), Joana Sá and Luís J Martins start the first entry of a ‘poetic catalog’: Folio I.
Questioning musical practices and formats, the duo will work on the idea of musical experience as a trace, ‘resonance between’, (in) tangible trait. In this sense and as a new creation, Folio I. proposes itself as a performance-to-listen that captures, deconstructs and feeds on experiences / resources / objects in resonance with time, the surrounding space and the city.

Joana Sá

http://joana-sa.com



Nasceu em Lisboa, em 1979. Pianista, compositora e improvisadora, desenvolve o seu trabalho na área da música nova/música contemporânea. Encontra-se actualmente a fazer um doutoramento em música (variante Performance) na Universidade de Aveiro, como bolseira da FCT – Fundação para Ciência e Tecnologia. Tem a licenciatura em piano com os professores e pianistas Caio Pagano e Paulo Álvares, tendo estudado em Lisboa, Paris, Castelo Branco e Colónia. Recebeu uma bolsa INOV-ART em 2009 e, em 2010, obteve uma menção honrosa da Bolsa Ernesto de Sousa.

Tem especial interesse na incorporação de outros meios e de outras áreas artísticas nos seus trabalhos. O seu primeiro trabalho a solo through this looking glass, filmado pelo realizador e director de fotografia Daniel Costa Neves, foi editado em dvd+cd pela alemã blinker – Marke für Rezentes em 2011. O seu actual trabalho a solo ELOGIO DA DESORDEM integra textos de Gonçalo M.Tavares na voz da actriz Rosinda Costa e é agora editado pela Shhpuma, editora subsidiária da Clean Feed.
Tem-se apresentado em concerto no âmbito de diversos festivais e em importantes programações nacionais e internacionais, tais como: Teatro Maria Matos, Gulbenkian, CCB, Casa da Música, Culturgest, Serralves, Kunst Station Sankt Peter (DE), Studium MusikFabrik (DE), Festival Música Viva (PT), Forum Neue Musik (DE), Ring Ring Festival (SER), Festival Jazz Cerkno (SL). É membro dos grupos Almost a Song (com Luís José Martins), com quem editou o CD Almost a Song em 2013, e POWERTRIO (com Luís José Martins e Eduardo Raon), e colabora muito frequentemente com a artista plástica Rita Sá, destacando-se desta colaboração instalações apresentadas na Gallery of Visual Arts, 255 Canal (Nova Iorque), Siggraph Asia (Yokohama). Fez música para cinema, de onde se destaca a música para o filme Tabu de Miguel Gomes, nomeada para os prémios Sophia 2013 na categoria de melhor música. Tem colaborado com diversos artistas e projectos (Deolinda, Simão Costa, Marco Franco, Nuno Aroso, Drumming GP, Peixe e muitos outros).

Como co-coordenadora (com Luís José Martins) da área da música (2007/08) do CENTA, Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas em Vila Velha de Ródão, realizou projectos com a comunidade (‘Sons do Salgueiral’, ‘Concertos Improváveis’) projectos artísticos pessoais (‘50 anos – Cage, Concert for piano’ e ‘POWERTRIO – ensemble residente do CENTA’). Neste âmbito participou ainda no projecto ‘rExistir’ com reclusos do Instituto Prisional de Castelo Branco e acompanhou as residências artísticas, seminários e concertos organizados no CENTA.
Gravou para as rádios alemãs Deutschland Funk, SWR2 e para a portuguesa Antena 2, editou trabalhos pela blinker, Shhpuma, Creative Sources e Centa.

Entre 1993 e 2000 foi baixista da banda Pinhead Society com a qual deu mais de 100 concertos, entre os quais os palcos principais dos Festivais Sudoeste, Vilar de Mouros, Paredes de Coura, Coliseu dos Recreios. Com Pinhead Society integrou programações com bandas como Sonic Youth ou Morphine e editou para a Música Alternativa e Bee Keeper.

Born in Lisbon in 1979, pianist, composer and improviser Joana Sá works in the field of new music/contemporary classical music. She is currently enrolled in a doctoral program in music (performance) at the University of Aveiro, as an FCT (Fundação para Ciência e Tecnologia) fellow. She holds an undergraduate degree in piano, with Caio Pagano and Paulo Álvares, having also studied in Lisbon, Paris, Castelo Branco and Köln. She received an INOV-ART grant in 2009 and, in 2010, was distinguished with a honourable mention from the Ernesto de Sousa Scholarship program.

Joana Sá is particularly interested in incorporating other means and artistic areas in her works. Her first solo work, through this looking glass, shot by filmmaker and cinematographer Daniel Costa Neves, was released as a dvd+cd by the German label blinker – Marke für Rezentes in 2011. Her current work, IN PRAISE OF DISORDER, integrating texts by Gonçalo M. Tavares as read by Rosinda Tavares, and was just released by Shhpuma, an imprint of Clean Feed Records.


Joana Sá has performed in several festivals and as part of season programs of renowned institutions both in Portugal and abroad, such as Teatro Maria Matos, Gulbenkian Foundation, CCB, Casa da Música, Culturgest, Serralves, Kunst Station Sankt Peter (DE), Studium MusikFabrik (DE), Festival Música Viva (PT), Forum Neue Musik (DE), Ring Ring Festival (SER), Festival Jazz Cerkno (SL). She is one half of the duo of “Almost a Song” (with Luís José Martins), with whom she recorded the self titled album “Almost a Song”, in 2013; and one third of POWERTRIO (with Luís José Martins and Eduardo Raon). She collaborates frequently with visual artist Rita Sá. Highlights of the collaboration between the two include installations at Gallery of Visual Arts, 255 Canal (New York) and Siggraph Asia (Yokohama). Joana Sá has also composed music for films, including “Tabu”, by Miguel Gomes, which was nominated for best music at the 2013 Sophia awards. She has collaborated with artists and projects in a number of musical genres (Deolinda, Simão Costa, Marco Franco, Nuno Aroso, Drumming GP and Peixe, among many others).

As co-coordinator (with Luís José Martins) of the music department at CENTA, Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas, at Vila Velha de Ródão (2007/08), she worked with the community (“Sons do Salgueiral”,  “Concertos Improváveis”), as well as developing personal projects (“50 anos – Cage, Concert for piano” e “POWERTRIO – ensemble residente do CENTA”). In this condition, she took part in “rExistir”, a project with inmates from the Instituto Prisional de Castelo Branco and accompanied artistic residencies, seminars and concerts held at CENTA.

Joana Sá has recorded for radio stations such as Deutschland Funk and SWR2, in Germany, or Antena 2, in Portugal, and has released music under labels such as blinker, Shhpuma, Creative Sources or Centa.


Between 1993 and 2000 she played bass in Pinhead Society, a band with which she performed more than a hundred shows, including concerts at the main stages at portuguese festivals such as Sudoeste, Vilar de Mouros or Paredes de Coura, acting also at the one of most charismatic venues in Lisbon, the Coliseu dos Recreios. With Pinhead Society she shared line-ups with bands such as Sonic Youth and Morphine and recorded for Música Alternativa and Bee Keeper.


Luís José Martins

http://www.luisjosemartins.com

Lisboa, 1978. Guitarrista, compositor, arranjador e improvisador.
O seu percurso tem-se desenvolvido em áreas tão diversas como a música contemporânea e o formato canção. Nestes dois campos a sua abordagem musical tem sido marca distintiva nos projectos em que participa, tanto em Deolinda, como em Almost a Song (com Joana Sá), Powertrio (com Joana e Eduardo Raon) e Turbamulta (com Joana, Eduardo, Nuno Aroso e Luís André Ferreira).

Estudou guitarra clássica em Lisboa, Paris, Orléans e Castelo Branco, onde concluiu a licenciatura neste instrumento. Em Paris estudou com o mestre uruguaio Betho Davezac obtendo o Diplôme de Perfectionnement (Conservatoire Marcel Dupré, Meudon/Paris). A sua formação como intérprete e o seu interesse pela mitologia da guitarra têm sido uma marca presente no seu trabalho, tanto na procura de um discurso pessoal, como na criação de uma sonoridade que encontra no carácter intimista e na riqueza tímbrica da guitarra a sua profundidade. Por outro lado, procura explorar os limites deste instrumento através da expansão de recursos idiomáticos e de técnicas extensivas como a amplificação, uso de electrónica, preparações e scordatturas. O resultado mais contundente deste desenvolvimento e investigação é a sua recente criação ‘Tentos, invenções e encantamentos’, conjunto de 6 peças para guitarra clássica, guitarra preparada, electrónica e percussões, editada pelo selo Shhpuma.

No âmbito da canção enquanto forma musical, o seu trabalho tem-se destacado como arranjador e compositor. Em parceria com o seu irmão Pedro da Silva Martins tem composto para destacados intérpretes portugueses, tal como António Zambujo, Ana Moura, Cristina Branco, Hélder Moutinho, Mariza. A sua abordagem neste formato procura encontrar um discurso musical criativo, filiado sobretudo na canção portuguesa e na herança dos seus mais importantes criadores.

Desenvolve com Joana Sá um longo trabalho colaborativo na criação de música para teatro, cinema, projectos para a infância, etc., tendo sido ambos coordenadores da área da música do CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas.
Tem-se apresentado regularmente a solo e com os seus projectos, em prestigiadas programações e gravado para diversas editoras, rádios e televisões de referência, tanto a nível nacional como internacional. 4

É membro convidado dos projetos 100 Moondog (de Filipe Melo e João Lobo) e Secret Museum of Mankind (de João Nicolau e Mariana Ricardo).

Lisbon, 1978. Guitarist, composer, arranger and improviser.
Throughout his career, Luís José Martins has worked in such dissimilar areas as contemporary classical music and the traditional song format. Within these two fields, his musical approach has left a distinctive mark in all the projects he’s been a part of, as much so in Deolinda as in “Almost a Song” (with Joana Sá), “Powertrio” (with Joana Sá and Eduardo Raon) or in “Turbamulta” (with Eduardo, Joana, Nuno Aroso and Luís André Ferreira). 

He studied classical guitar in Lisbon, Paris, Orléans and Castelo Branco, where he completed his degree on the instrument. In Paris, he studied with Uruguayan master Betho Davezac, having earned the Diplôme de Perfectionnement (Conservatoire Marcel Dupré, Meudon/Paris). His training as an interpreter and his interest in the mythology of the guitar have been a constant in his work, both in his search for a unique voice, as in the creation of a sound that finds its depth in the familiar characteristics and the rich timbre of the guitar. On the other hand, he tries to explore the limits of the instrument through the expansion of idiomatic resources and extensive techniques, such as amplification and electronics, preparations and scordaturas. The most definitive result of his evolution and investigation is his recent creation ‘Tentos, invenções e encantamentos’ (attempts, inventions and enchantments), a collection of six pieces for classical guitar, prepared guitar, electronics and percussion released by Shhpuma.

Within the realm of traditional songwriting, his work has been widely acclaimed, both arranging and composing. In collaboration with his brother Pedro da Silva Martins, he has written songs for several renowned Portuguese artists, such as António Zambujo, Ana Moura, Cristina Branco, Hélder Moutinho or Mariza. His approach in this format is based on the search for a creative musical discourse, founded mostly upon the Portuguese song and the legacy of its most important creators.
With Joana Sá, he has developed a vast collaborative work in creating music for theatre, film and projects for children, the duo having coordinated the music area of CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas. 

He performs regularly, both as a solo artist and with his various projects, in the most prestigious venues, and has recorded for several of the most important labels, radio stations and television programs, both in Portugal and abroad. 

Luís José Martins is also a guest member of musical projects Moondog (founded by Filipe Melo and João Lobo) and Secret Museum of Mankind (founded by João Nicolau and Mariana Ricardo).