Nuno da Luz

Corpo Clima (seleção open call)

Jardim do Torel

24 – 27 Set. 10h00 – 18h30

Intervenção pública no Jardim do Torel, em Lisboa, composta por uma série de captadores eólicos suspensos, a ativar pela força e movimento do vento. A imprevisibilidade do ar, meio e fluido gasoso que respiramos e nos envolve continuamente, e a aleatoridade das condições meteorológicas que se farão sentir entre 24 e 27 de setembro, vão provocar tintinabulações e ressoares vários ao longo de cada dia para espantar os espíritos, em comunidade com as massas de ar que se deslocam pela encosta; e, em contraponto com o distanciamento social decretado durante este período de crise de saúde pública — resultado de crises de várias ordens, ambiental, zoonótica, económica e social. Na senda dos “furin” (sinos de vento) que todos os verões são colocados ao longo de ruas das cidades quentes e húmidas do Japão meridional — por considerarem o som que produzem “refrescante” e capaz de baixar a sensação térmica — estas esculturas em metal vão adicionar um novo corpo de ondas sonoras ao meio invisível que nos toca, com o qual trocamos e nos envolvemos o tempo todo.

Public intervention in Jardim do Torel, in Lisbon, composed of a series of suspended wind pickups, activated by the force and movement of the wind. The unpredictability of the air, medium and gaseous fluid that we breathe and surround us continuously, and the randomness of the weather conditions that will be felt between September 24th and 27th, will cause tintinabulations and several resonations throughout each day to scare the spirits, in community with the air masses moving up the slope; and, in contrast to the social distance decreed during this period of public health crisis – the result of crises of various kinds, environmental, zoonotic, economic and social. In the path of the furin (wind chimes) that every summer is placed along the streets of the hot and humid cities of southern Japan – as they consider the sound they produce “refreshing” and capable of lowering the thermal sensation – these metal sculptures will add a new body of sound waves to the invisible medium that touches us, with which we exchange and engage all the time.

Nuno da Luz

http://nunodaluz.com/


Nuno da Luz (Lisboa, 1984) vive e trabalha em Berlim. Artista e publicador, o seu trabalho cirscunscreve tanto o auditivo como o visual na forma de eventos sonoros, instalações e material impresso; estes últimos na sua maioria distribuídos pela publicadora atlas Projectos (em conjunto com André Romão e Gonçalo Sena) e pela editora discográfica Palmario Recordings (em conjunto com Joana Escoval). Recentemente terminou o programa de mestrado em “Experimentação em Arte e Política” speap em Sciences Po, Paris e fundou o colectivo pluridisciplinar coyote, que investiga novas formas de comum-ificação (criar comunidade) via publicações, filmes, conferências e outros formatos experimentais (em conjunto com os artistas Tristan Bera e Ana Vaz, a jornalista Elida Høeg e a editora Clémence Seurat). Projectos mais recentes incluem as performances ao vivo “com Ressonância Assistida” em Ficarra (Itália), Paris, Nova Iorque, Porto e Berlim; assim como a sua exposição individual environments no Solar – Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde. Outras exposições individuais incluem RWSNK ECHOS, Kunstraum Botschaft, (Berlim, 2017), Sud e Magia, Syntax (Lisboa, 2016), Wilderness, Galeria Vera Cortês (Lisboa, 2015), laissez vibrer, enblanco projektraum (Berlim, 2013) e cave/Solar (Vila do Conde, 2013), e “O nosso silêncio é um aviso, o nosso silêncio é sólido”, Vera Cortês Art Agency (Lisboa, 2012). Exposições colectivas mais recentes incluem, entre outras,  “cidra da luz escoval manso mendes romão sena”, “AR Sólido” (Lisboa, 2015), “Ficarra_Contemporary Divan”, “Palazzo Milio” (Ficarra, 2015), “A polyphonic wave of of concrete materials flowing through the air”, Espaço Artes (Porto, 2014),  e “12 Contemporaries: Present States”, Museu de Serralves (Porto, 2014). Tem participado em diversos programas de residência, nomeadamente, Cité internationale des arts (2015), Residency Unlimited (2014),  e Sound Art Braunschweig Projects (2013).

Nuno da Luz (Lisbon, 1984) lives and works in Berlin. Artist and publisher, his work circumscribes both aural and visual in the form of events, installations and printed matter; the latter mostly distributed through the publisher atlas Projectos (run together with artists André Romão and Gonçalo Sena) and the record label Palmario Recordings (run together with the artist Joana Escoval). He recently completed the Master Program of Experimentation in Art and Politics speap at Sciences Po, Paris, and founded coyote, a cross-cutting collective working on print, film, lectures and other experimental forms (together with artists Tristan Bera and Ana Vaz, journalist Elida Høeg and editor Clémence Seurat). 
Recent projects include performing live “with Assisted Resonance” in Ficarra (Italy), Paris, New York, Porto and Berlin; as well as  solo show “environments” at Solar – Galeria de Arte Cinemática, in Vila do Conde. Individual exhibitions include RWSNK ECHOS, Kunstraum Botschaft, (Berlin, 2017), Sud e Magia, Syntax (Lisbon, 2016), Wilderness, Galeria Vera Cortês (Lisbon, 2015), laissez vibrer at enblanco projektraum (Berlin, 2013) and cave/Solar (Vila do Conde, 2013), and “O nosso silêncio é um aviso, o nosso silêncio é sólido” at Vera Cortês Art Agency (Lisbon, 2012). Recent group shows include “cidra da luz escoval manso mendes romão sena”, AR Sólido (Lisbon, 2015), “Ficarra_Contemporary Divan”, Palazzo Milio (Ficarra, 2015), “A polyphonic wave of of concrete materials flowing through the air”, Espaço Artes (Porto, 2014), and “12 Contemporaries: Present States”, Serralves Museum (Porto, 2014). He has also participated in various residency programmes such as the Cité internationale des arts (2015), Residency Unlimited (2014), and Sound Art Braunschweig Projects (2013).