performances

Instalação performativa que parte de uma investigação em torno do canto

e chamamento de algumas espécies de aves em risco de extinção.

Com base nessa pesquisa, Francisco Pinheiro e Paulo Morais desenvolveram

uma série de trabalhos sonoros a partir de diferentes objetos remanescentes

da indústria e da paisagem costeira. A linguagem “mais-do-que-humana”,

que David Abram nos apresenta como filosofia cultural e ecológica, é aqui

proposta através da relação entre a água, o mel e o ar.  

Francisco Pinheiro (Lisboa, 1981): É artista visual e o seu trabalho parte

de narrativas coletivas associadas a um determinado território – a questão

da seca na Califórnia, ou o desaparecimento do Mar de Aral – convocadas

em instalações, textos e performances.  Recentes exposições: Não é ainda

o Mar, Convento Corpus Christi (Gaia, PT) curadoria de Óscar Faria; Desarvorar,

Biblioteca Orlando Ribeiro (Lisboa, PT) curadoria de Carolina Trigueiros;

Os Índios da Meia-Praia na Galeria 111 (Lisboa, PT) curadoria de Nuno Faria;

e a exposição individual Sob um sol de agulhas no Instituto Camões (Lisboa, PT).

É mestre pela San Francisco Art Institute (California, 2014) como bolseiro

Fulbright/Fundação Carmona e Costa e licenciado em Pintura pela F.B.A.U.L. (Lisboa, 2005).

 

Paulo Morais (Paris,1977) Em 1996 conclui o curso de ensino artístico

especializado de Comunicação Audiovisual da Escola António Arroio.

Terminada esta primeira formação, dedica-se a um estudo musical autodidata

na área das percussões tradicionais. Em 2009, cria o grupo musical Tumbala,

uma fanfarra que dá vida a instrumentos de grande formato, em materiais reciclados.

Desde 2010, tem criado performances, instalações sonoras e fotografia em espaços

como a Biblioteca Orlando Ribeiro, a Z.D.B. ou o Espaço Avenida 211.

 

West Coast é um colectivo nómada, formado por Álvaro Fonseca, Francisco Pinheiro,

Laura Marques, Nuno Barroso e Paulo Morais. Com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian

em 2016, iniciaram um ciclo de eventos em torno das aves, reflectindo sobre o desaparecimento

de algumas espécies e seus ecossistemas. Eventos e exposições recentes: PENHA SCO (Lisboa),

Casa das Artes (Porto), Faculdade de Ciências e Tecnologia – NOVA (Monte da Caparica), entre outros.

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Performative installation based on an investigation into the singing and calling of some

endangered bird species. Based on this research, Francisco Pinheiro and Paulo Morais

developed a series of sound works based on different objects remaining from the industry

and the coastal landscape. The “more-than-human” language that David Abram presents

to us as a cultural and ecological philosophy is here proposed through the relationship

between water, honey and air.

Francisco Pinheiro (Lisbon, 1981): He is a visual artist and his work is part

of collective narratives associated with a particular territory – the issue of dry in California,

or the disappearance of the Aral Sea – summoned in installations, texts and performances.

Recent exhibitions: Não é ainda o Mar, Convento Corpus Christi (Gaia, PT)

curated by Óscar Faria; Desarvorar, Orlando Ribeiro Library (Lisbon, PT) curated by Carolina Trigueiros;

Os Índios da Meia-Praia at Gallery 111 (Lisbon, PT) curated by Nuno Faria; and the solo exhibition

Sob um sol de Agulhas at the Camões Institute (Lisbon, PT). He holds a master’s degree

from the San Francisco Art Institute (California, 2014) as a Fulbright/Carmona and Costa Foundation

Fellow and a degree in Painting from F.B.A.U.L. (Lisbon, 2005).

 

Paulo Morais (Paris, 1977): In 1996, he completed the specialized artistic teaching course

on Audiovisual Communication at the António Arroio School. Finished this first formation,

he dedicated himself to a self-taught musical study in the area of traditional percussions.

In 2009, he created the musical group Tumbala, a fanfare that gives life to large format

instruments made from recycled materials. Since 2010, he has created performances,

sound installations and photography in spaces such as the Orlando Ribeiro Library,

Z.D.B. or the Avenida 211 Space.

 

West Coast is a nomadic collective formed by Álvaro Fonseca, Francisco Pinheiro,

Laura Marques, Nuno Barroso and Paulo Morais. With support from the Calouste Gulbenkian

Foundation in 2016, they began a cycle of events around birds, reflecting on the disappearance

of some species and their ecosystems. Recent events and exhibitions: PENHA SCO (Lisbon),

Casa das Artes (Porto), Faculty of Science and Technology – NOVA (Monte da Caparica), among others.