SUBLUMIA

Sublumia compõe-se por um conjunto de objetos sonoros / dispositivos visuais, distribuídos pelo espaço do Reservatório da Patriarcal, que se podem caracterizar como facilitadores de uma relação simbiótica entre o emissor/objeto e o recetor/espaço.
É idealizado como veículo de manipulação e potencialização de uma imagética plástica e sonora, e associado a características de um espaço subterrâneo, seja ele natural ou de construção humana. Os objetos que integram esta instalação utilizam a captação sonora e projeção de luz de e sobre diversos líquidos e elementos eletromecânicos, como pequenos motores, bombas de ar e dispositivos de indução sonora.

HENRIQUE FERNANDES, PT

Henrique Fernandes iniciou os seus estudos musicais no ano de 1992 na Escola Profissional e Artística do Vale do Ave, na classe de contrabaixo do Prof. Alexander Samardjiev, tendo concluído em 2005 o curso superior de música, na especialidade de Contrabaixo na Escola Superior de Música e Artes do espectáculo do Porto, na classe do Prof. Florian Petzborn. Paralelamente ao universo da música erudita, integra diversos projectos da música experimental, tais como: Mécanosphère, Lost Gorbachevs, Two white monsters around a round table, Sektor 304, Stealing Orquestra,Estilhaços, Radial chao opera, Srosh ensemble, Space ensemble, entre outros. Tocou com Damo Suzuki, Steve Mackay, Jon Rose, John Zorn Cobra (dirigido por John Zorn), Três Tristes Tigres, Mark Stewart, Alfred Harth, Fritz Hauser, Adolfo Luxúria Canibal, entre muitos outros. Tem tocado regularmente em toda a Europa. Nos últimos anos uma parte significativa do seu trabalho tem incidido na construção de instrumentos musicais e objectos sonoros de cariz experimental, que utiliza em diversos projectos musicais ou educativos. Membro fundador da Sonoscopia.

JORGE QUINTELA, PT

Porto, 1981. Formou‐se em Fotografia e Audiovisual, em 2003, na Escola Superior Artística do Porto. Trabalha em cinema como realizador e diretor de fotografia, colaborando, nesta área, com realizadores como Edgar Pêra, Rodrigo Areias, Rita Azevedo Gomes, Gabriel Abrantes e Salomé Lamas. Em 2010, estreia se a realizar com um documentário sobre o músico The Legendary Tigerman, On The Road To Femina, apresentado no IndieLisboa, e a curta‐metragem de ficção, Ausstieg, premiada com uma Menção Honrosa na Competição experimental do Curtas Vila do Conde e que foi exibida em vários festivais internacionais. Em 2011, realiza o amor é a solução para a falta de argumento, galardoado com o prémio de Melhor Curta‐Metragem Portuguesa, em 2012, no FEST – Festival Novos Realizadores | Novo Cinema, que tem lugar em Espinho. Em 2013, ganha, com Carosello, o Grande Prémio do Curtas Vila do Conde e os prémios de Melhor Curta‐Metragem e Prémio do Público no Festival de Cinema Luso‐Brasileiro. A sua última curta‐metragem, Sobre El Cielo, de 2015 esteve em competição em importantes festivais internacionais destacando se o NEXT film Festival em Bucareste e Crossing Europe Film Festival em Linz. Paralelamente ao seu trabalho em cinema, tem apresentado obras de instalação vídeo e 16mm e performances audiovisuais, destacando‐se, em 2015, Spectroscope e Radioscope, exibidas na Solar – Galeria de Arte Cinemática, e no CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura, em Guimarães. Em 2016, com a colaboração de Rui Lima e Sérgio Martins, cria SoundScope Cinema, apresentado no Curtas Vila do Conde e no Temps d’Images Lisboa. Colabora igualmente com a Sonoscopia Associação Cultural no projeto Drapper Point do Srosh Ensemble e no concerto encenado Futurina.