Vitor Rua

Sonosfera Zero

Pavilhão Branco, Museu de Lisboa – Palácio Pimenta

26 Set. 17h00

O nosso cérebro e sistema auditivo, têm a capacidade extraordinária de criar silêncio de forma a que situações do dia a dia, como mastigar, não se tornassem em sons interiores terríveis. Neste concerto, pretende-se uma música que não contenha esse atributo (que o cérebro possui), e sendo assim ela residirá em sons parasitas que nós gostaríamos que não existissem, mas que sobrevivem à fauna sónica que nos rodeia diariamente: uma Punksfera Celestial.

Esta performance ocorre no contexto da exposição velvetnirvana, uma exposição comissariada por Miguel von Hafe Pérez. Articulada em quatro grandes núcleos (Velvet Underground; Nova Iorque experimental; Incandescência punk e Pós?), a exposição sublinha um continuado e polimórfico trânsito entre a cultura musical e as artes visuais, a experiência institucional e a radicalidade de novos modos de produção e distribuição.

Our brain and auditory system have the extraordinary capacity of creating silence, in order that daily sounds, like chewing, dont become terrible inside sounds. In this performance, it will be played music that doesn´t have that attribute (that the brain has), and therefore, it will be sustained in parasite sounds that we wish that didnt existed, but survive to the sonic fauna and surrounds us on a daily basis: a Celestial Punksphere.

This performance takes place within the context of the velvetnirvana exhibition, an exhibition curated by Miguel von Hafe Pérez.

Vítor Rua

http://vitorrua.wixsite.com/vitorrua

Vítor Rua, nascido em 1961, é um nome exponencial da música e da arte portuguesa contemporâneas.
Em 1980, forma o Grupo Novo Rock (GNR) e em 1982, cria os TELECTU juntamente com Jorge Lima Barreto, tendo actuado por todo o mundo e gravado com Elliott Sharp, Louís Sclavis, Daniel Kientzy, Evan Parker, Sunny Murray, Gerry Hemingway, Giancarlo Schiaffini, Paul Rutherford, e.a.
Com intensa actividade, projectou diversas situações para multimedia, performarte, teatro, dança, poesia, vídeo, cinema, com algumas das mais prestigiantes figuras da interarte. Guitarrista e polinstrumentista; produtor, designer, pintor, pedagogo, videasta, poliartista.
Desde 1987 num voluntarioso acto de autodidaxia considerou decisivamente o trabalho de compositor e neste contexto evoluiu de forma meteórica.
A sua obra reflecte um recorte pósmoderno, preliminar, variegado, recusa empirista da confinação cultural, nas fronteiras estilísticas e idioletais do experimentalismo.
Numa actividade diversificada como compositor desvinculado do estereótipo académico, procura outras situações texturais, investiga inovações timbricas e rítmicas, inventa estruturas inéditas, numa atitude solitária, lírica e livre. (Jorge Lima Barreto)

Vítor Rua (b. 1961) began his career in the late seventies with a series of interventions that changed the face of Portuguese pop/rock.
In 1982, formed with Jorge Lima Barreto the duo Telectu.
In 1987, in an act of autodidactic determination, he devoted himself to the study of contemporary musical notation.
His work is characterised by a variegated, embryonic post-modernism and an empiricist rejection of cultural confines, and reflects a transition from structured improvisation to strict composition.
The multiple intention of his work is therefore an aesthetic and kaleidoscopic propaedeutic about the situationism of post-modern music – a proposition for a new musical subjectivism.
In the course of his work as an improviser, he has played with leading figures in the world of improvisation (Jorge Lima Barreto, Chris Cutler, Elliott Sharp, Jac Berrocal, Carlos Zíngaro, Jean Sarbib, Evan Parker, Paul Lytton, Eddie Prévost, Louis Sclavis, Sunny Murray, Ikue Mori, Paul Rutherford, Giancarlo Schiaffini, Barry Altschul, Gerry Hemingway and Daniel Kientzy).
His music has been played by around the world by virtuosos interpreters like Daniel Kientzy, John Tilbury, Giancarlo Schiaffini, Ensemble QTR (Peter Bowman and Kathryn Bennetts), Edwin Prevóst, Frank Abbinanti, OrchestrUtopica, Remix Ensemble, Peter Rundle, Bernini Quartet, etc.
He also work for Dance, Theatre, Film, Video, Poetry, Performance.
He is an ethnomusicologist and the primordial interest of his investigation is “Sound”, that is the theme of is P.H.D..